Comissão de Direitos Humanos discute atuação dos planos de saúde
A morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, que ocorreu em janeiro, após ele sofrer um infarto e ter o atendimento recusado em dois hospitais de Brasília, foi citada diversas vezes, durante audiência no Senado em que se discutiu a atuação dos planos de saúde privados e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Durante a reunião, promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH), representantes de centrais sindicais defenderam maior participação do governo no setor, seja sob a forma de mais regulação por parte da ANS ou pela melhoria do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
- Não somos contra a saúde suplementar. Mas é preciso um nível de regulação por parte do Estado em que os valores humanos se sobreponham aos do lucro - afirmou Pedro Armengol, da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Ao defender o fortalecimento do SUS, Armengol disse que esse sistema "está devendo à sociedade o compromisso do atendimento integral e universal aos cidadãos". Ele criticou essa situação, argumentando que ela "serve de "estímulo ao mercado da saúde".
Fonte: Agência Senado
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