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25/03/2026 - 14:59

Direito Processual Penal

Justiça condena a 26 anos de prisão homem acusado de matar a ex-companheira na noite de Natal

Julgamento foi realizado em Tefé, por medida de segurança, uma vez que o crime causou forte comoção popular no município de origem do processo.


Em julgamento realizado na terça-feira (24/3), o Tribunal do Júri da 1.ª Vara de Tefé (distante 575 quilômetros de Manaus) condenou Laudimar de Souza Moreno a 26 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato de sua ex-companheira. Segundo os autos, o réu utilizou uma faca para desferir golpes fatais contra a vítima, na presença dos filhos do casal e de um sobrinho, todos menores de idade.


O feminicídio ocorreu na noite de Natal de 2022, na residência da vítima, no município de Jutaí (distante 632 quilômetros de Manaus). O crime causou forte comoção popular na cidade e houve tentativa de linchamento contra o acusado por ocasião de sua prisão. Essas circunstâncias obrigaram à transferência de Laudimar para a unidade prisional de Tefé, município onde permaneceu preso até o julgamento, nesta terça-feira, uma vez que houve o desaforamento do processo.


A sessão de júri popular relativa à Ação Penal 0600832-47.2022.8.04.5200 fez parte da pauta do “Programa Júri Eficiente", do TJ-AM, que tem por objetivo agilizar o julgamento dos processos de crimes contra a vida (homicídio, tentativa de homicídio e feminicídio) com mais tempo de tramitação. A ação tem o apoio do Ministério Público do Estado do Amazonas e da Defensoria Pública (DPE/AM), que também mobilizam promotores de justiça e defensores para a realização dos julgamentos.


O juiz de direito Rômulo Garcia Barros Silva presidiu a sessão de júri popular. O promotor de justiça Paulo Alexander Berisa atuou pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM). O defensor público Thiago Torres Cordeiro atuou na defesa do réu.


Plenário


Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo que o homicídio foi praticado por motivo fútil, com recurso que dificultou defesa da vítima (dissimulação e traição), e classificação como feminicídio, por ter sido praticado no contexto de violência doméstica contra a mulher. Em plenário, o réu ficou em silêncio, mas havia confessado a autoria do crime na primeira fase do processo, segundo os autos.


Com a condenação, o magistrado determinou a execução imediata da pena, negando ao réu o direito de recorrer em liberdade.


Da sentença, cabe apelação.


FONTE: TJ-AM



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