Greve afeta 50 milhões de consumidores, diz FecomercioSP
A greve dos caminhoneiros afeta as entregas de produtos comprados pela internet. O conselho de comércio eletrônico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), estima que cerca de 50 mil varejistas de venda online foram prejudicados diretamente, o que atingiu cerca de 50 milhões de consumidores no Brasil, informa em comunicado.
“A suspensão do envio de Sedex e do E-Sedex, anunciada pelos Correios, que respondem por 50% das entregas das compras online, também foi um fator negativo”, informa em nota.
Diante desse cenário, a FecomercioSP sugere medidas para facilitar a operação das empresas após o fim a greve. Menciona, por exemplo, o cancelamento temporário do rodízio “para os transportes de cargas e entregas expressas e circulação em marginais até a normalização dos sistemas logísticos do Brasil”.
Sugere, ainda, agilidade na liberação de carga nos postos fiscais estaduais.
A federação diz que as transportadoras de comércio eletrônico também se comprometem a contratar, “se possível”, afirma, “uma frota adicional terceira para suprir o desbalanceamento da malha de distribuição, como coleta, transferência e viagens de retorno”. A entidade não se compromete com a contratação de pessoal.
“Além disso, operar de forma contínua para aumentar a capacidade de entrega e minimizar os impactos da greve, trabalhando 24 horas durante o feriado desta semana, sábados e domingos”, diz.
No comunicado, o presidente do conselho de comércio eletrônico da FecomercioSP, Pedro Guasti, diz que “o atraso das entregas e eventual acréscimos de prazos para entregar os novos pedidos podem gerar um desestímulo nas vendas, afetando diretamente o faturamento de todo o e-commerce e, por consequência, agravando ainda mais o quadro de desemprego no Brasil”, afirma.
A consultoria Ebit reduziu em 7,4 pontos porcentuais — de 20,7% para 13,3% — a expectativa de crescimento para o setor de venda on-line em maio de 2018. Com base nessa redução em pontos percentuais, o setor deverá registrar R$ 300 milhões em vendas não realizadas em maio por causa da greve.
FONTE: Valor Econômico
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